domingo, 30 de setembro de 2007

Outro olhar sobre Vale de Cambra

Anoitecer na Serra da Freita (Vale de Cambra)

É engraçada a forma como nos sentimos bem quando ouvimos ou lemos algo de bom e bonito sobre a nossa terra... mesmo quando não a sentimos assim tão nossa...
Deixo aqui as palavras de um grande escritor de Ossela - Oliveira de Azeméis, que passava as suas férias nesta terra que é mais dele... do que talvez minha...

"Não é fácil descortinar em Portugal outro mais grandioso e espectacular...
A Terra é verde e o céu é azul; é tudo verde e azul com raras pintas brancas do casario, que mais do que moradias de homens parecem janelas da própia paisagem.
Nas noites de luar, quando o grande balão de oiro surge na lomba das montanhas, o vale enche-se de magia, dum sortilégio que paira desde os píncaros longínquos às águas sussurrantes do Caima.
De manhã é o milagre, todos os dias há um milagre de luz sobre a terra quando o sol nasce em Vale de Cambra."
Saudações pianissimas...

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domingo, 23 de setembro de 2007

Outono

Desce o Sol no horizonte…
Pinta o céu azulado,
Com os tons dum crepúsculo que se abate sobre a serra.
Por detrás emergem raios laranja
Cruzando pequenas nuvens brancas
Que dançam lentamente…ao som
Da brisa fresca que me toca a pele…
É então que me encolho.
Sorvo o ar que me enche os pulmões
Da nostalgia de outros tempos.
E penso… Chegou o Outono…
O tempo de recomeçar…
Saudações Outonais...

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segunda-feira, 17 de setembro de 2007

...Encontro...

Em tons de azul
Pinto os dias que passam
Com pincéis de longas sedas
Que afagam o tempo.
Pincelo com calma...em gestos largos
Procurando as cores da manhã
Encontrando as cores da tarde
E desvendando os tons da noite...

E é na tarde e noite
Que consigo misturar azúis e verdes...
Azul claro e verde límpido
Conjugam-se para dar vida
Às tonalidades de um encontro
Breve... fugaz...
Mas azul-esverdeado... o nosso...

Saudações melódicas...

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terça-feira, 11 de setembro de 2007

Espero...

Ilha Terceira
Espero sempre por ti o dia inteiro,
Quando na praia sobe, de cinza e oiro,
O nevoeiro
E há em todas as coisas o agoiro
De uma fantástica vinda.
Sophia de Mello Breyner Andresen



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